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Oficina G3: "Não gostamos de rótulos, gostamos de conteúdo"

Mauro Henrique, Juninho Afram, Duca Tambasco, Jean Carlos e Alexandre Aposan formam uma das bandas de Rock mais admiradas da música evangélica.
 
‘Histórias e Bicicletas’ é o nome do mais novo trabalho da banda. Gravado em Londres, o disco traz algumas novidades junto com o bom Rock’n Roll.
 
A banda esteve na Feira Internacional Cristã (FIC), em São Paulo, para lançamento do CD.  Algumas músicas foram apresentadas em um pocket show da Arena FIC e, em entrevista, eles falaram mais sobre o trabalho.
 
Por que optaram por gravar em Londres e como definiram o estilo do CD?
 
(Mauro) A gente já tinha em mente gravar ao vivo em estúdio, aquele lance de olhar um pro outro, contar ‘3, 4’, e gravar. O polo desse estilo é Londres, as bandas antigas gravavam assim. A ideia veio através de um amigo nosso, Deus abriu as portas e a gente decidiu ir.
O processo de composição é todo mundo junto e a coisa vai acontecendo. A gente não decide tipo ‘esse CD vai ser muito pesado, esse vai ser mais leve’, a gente simplesmente faz. 
 
Oficina G3
 
No disco, vocês colocaram uma música com poesia no meio e regravaram uma canção conhecida mais como estilo congregacional. De quem foi a ideia e como é a experiência de fazer novas misturas?
 
(Juninho Afram) A poesia da música ‘Encontro’ é do Roberto Diamanso e toca o nosso coração. A ideia foi do Duca, e acho que essa poesia agregou valor ao CD do Oficina G3, não só isso, agregou valor ao cristão porque quem ouve a poesia, dificilmente não para pra pensar. Em todos os CDs nós procuramos colocar algo diferente. A música ‘Aos Pés da Cruz’, do Kleber Lucas, nós gostamos muito. Não nos prendemos ao fato de que Oficina G3 é Rock’n Roll, nós fazemos o que estamos sentindo, o que está no nosso coração. Não gostamos de rótulos, gostamos de conteúdo.
 
Nas novas composições, muitos cantores têm pensado em letras que alcancem também o público secular. Vocês também têm essa preocupação?
 
(Duca) A gente não pensa muito nisso. A gente compõe da mesma forma que conversa com as pessoas. Se encontrar alguém na rua, eu não falo: “Saúdo você com a paz do Senhor, o Senhor está presente em sua vida, aleluia”. A gente compõe de maneira informal, é um diálogo. Ultimamente a gente tenta trazer mais a poesia para dentro da música. A nossa música fala muito com os cristãos, mas também com os não cristãos. No final dos shows, tem gente que vem elogiar as músicas com palavrões. Eu acho o máximo porque significa que estamos nos comunicando com gente que precisa ouvir o que queremos falar.
 
Estamos em um tempo de crescimento na valorização dos diversos tipos de arte para o Evangelho, não só a música. Como a Oficina G3 entende esse movimento?
 
(Juninho Afram) Acredito que a arte é dádiva de Deus, ela emociona, toca a alma. As pessoas que aprendem a apreciar a arte crescem muito. Todo tipo de arte vem de uma motivação e nós, cristãos, temos todas as motivações do mundo para fazer arte. No nosso caso é através da música. A arte é a expressão do que a gente vive. O cristão demorou a colocar mais os olhos na arte.
 
 
por Juliana Simioni

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