O dilema da redução do número de faixas nos CDs

Nos últimos anos um fato tem sido muito discutido entre os consumidores de CDs do meio evangélico: a redução do número de faixas nos discos lançados atualmente. Se antes comprávamos álbuns com 14 e até 16 faixas, hoje adquirimos com 10 e, às vezes, até menos músicas, o que é de se questionar, já que o preço do produto não diminui, ao contrário, tem subido cada vez mais, tanto os valores de CDs como os de DVDs também. 

Uma gravadora que é um forte exemplo dessa tática é a MK Music, que adaptou os seus CDs para serem lançados com apenas 10 faixas desde 2013, com o argumento de que atualmente muita gente não tem mais tempo de ouvir um disco muito longo, num mundo tão corrido como este. Mas, alguns nomes fortes da gravadora não seguiram a ideia, como Aline Barros, Bruna Karla, Fernanda Brum e outros, que têm lançado seus trabalhos fugindo do padrão '10 faixas' imposto por sua gravadora. É claro que essa redução também resulta em menos gastos na produção do disco, sendo esse um motivo para aplicar tal redução de faixas nos CDs de cantores que dão 'menos lucros' para a gravadora ou não? 
Outros artistas também aderiram esse padrão, como Gabriela Rocha no seu mais recente disco pela Sony Music, 'Pra onde iremos?', que trouxe 10 músicas inéditas e um interlúdio com poucos segundos antecedendo a faixa título. O Diante do Trono nunca teve um número de faixas certo nos seus trabalhos, variando sempre a cada disco lançado, nos quais alguns contém aberturas, cânticos espontâneos e ministrações que não podem ser, necessariamente, contadas como canções. 

Algo válido em defesa do assunto é que já houve muitos questionamentos por parte dos críticos da música gospel sobre canções que não fariam falta nos CDs, canções que comumente chamamos de 'enche linguiça'. Se for pra lançar um álbum com poucas faixas, que elas possam ser de qualidade para compensar o preço que pagamos para adquirir. 

Michele Nascimento em seu disco mais recente, 'Batalha Contra o Mal', trouxe 11 faixas contando com a abertura do disco, e surpreendentemente todas as faixas do disco eram boas, e grande parte foi bem sucedida nas igrejas. Beatriz em seu novo disco 'A Grande Pesca' não teve a mesma sorte, trazendo 10 canções que, metade eram regravações e, as inéditas, sem muita novidade. 

E você? Tem sua opinião a favor ou contra a redução no número de faixas dos CDs lançados ultimamente?
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10 Comentários

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Anônimo
admin
25 de junho de 2015 18:48 ×

acho horrivel, os cd da mk estao vindo tudo assim com dez faixas

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Anônimo
admin
27 de junho de 2015 21:14 ×

A musica gospel já não é mais como era no inicio dos anos 2000... uma penaa!

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27 de junho de 2015 21:22 ×

Pra mim tá ótimo 11 faixas... Não ouvia tudo mesmo 😜

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27 de junho de 2015 21:23 ×

Pra mim tá ótimo 11 faixas... Não ouvia tudo mesmo 😜

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27 de junho de 2015 21:36 ×

Esse é o argumento que a MK Usa!

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Anônimo
admin
1 de julho de 2015 11:58 ×

Eu sou a favor, sinceramente, mas não é pelo mundo que corrido que vivemos. Acho, que tem muitos cantores/ grupos/ bandas/ ministérios que pelo fato de sempre ter uma boa recepção no mercado em relação às vendas e repercussão escolhem repertórios fracos e essa ideia de reduzir a quantidade de canções seria bom, pois os a escolha seria bem mais criteriosa e somente as melhores ficariam no projeto e seria bom porque ficaria com as canções mais relacionadas as tema do CD. Cantoras como Elaine de Jesus (Escolhidos), Fernanda Brum (da eternidade), Eyshila (Deus no Controle), Cassiane (Ao som dos Louvores) fizeram CD que venderam até bem mas nem se compara com seus antigos CD que falavam profundamente com as pessoas.

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Lais
admin
2 de julho de 2015 07:59 ×

Concordo com o anônimo aí em cima.

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26 de julho de 2015 17:56 ×

Eu também concordo com o anônimo de cima que acha que a redução das músicas privilegiaria um bom repertório. Todavia, gostaria também que essa redução acompanhasse o preço do cd, pois eu eu moro um cd gospel custa R$ 20,00. Acho que por este valor merecemos mais conteúdo. Ou capricham nas músicas ou no encarte!!!!!

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12 de agosto de 2015 16:07 ×

Na verdade número de faixa não é tão importante, embora eu sinta falta das 2, 3 ou 4 a mais que estávamos acostumados nos cd's de outrora. Realmente a música hoje não tem tido o mesmo impacto que os de tempos atrás. Dentro de um repertório, poucas são as músicas que se destacam, e no geral pouquissimos são os cantores que conseguem um cd com pelo menos 90% das faixas surpreendentes.

Não acredito que a diminuição do repertório melhore sua qualidade. Isso vai depender do gosto e do momento vivido pelo cantor e a aceitação de sua gravadora. Há excelentes CD's de 16 faixas, e péssimos CD's de 8 ou 10 faixas.

Quanto ao custo realmente, é frustrante as gravadoras buscarem meios para reduzir seus custos e eles não serem repassados. Além da redução das faixas tem a rídicula embalagem digipack que estraga super rápido, no entanto os preços só se elevam. Talvez para quem compre poucos cd's não faça diferença, mas para colecionador como eu, que já atingi 1200 cd's em 17 anos, faz muita diferença.

Aqui Cd's custam 25,00. Nas lojas virtuais até encontro de 17,00 mas o frete é mais caro que o CD, só compensa comprar pela net acima de 5 cd's, o que iguala o preço aos 25,00 da minha região.

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