Análise: CD "Obra Prima" - Damares



É extremamente raro um cantor surgir repentinamente na música gospel e influenciar uma grande safra de artistas novos e consagrados a usarem dos mesmos métodos presente em um álbum seu que tenha recebido aclamação do público e da crítica. 

Damares viu seu nome soprar por todo o país quase no final da década passada quando, apesar de já ter uma carreira de sucesso em estados específicos, suas músicas tomaram conta das rádios e igrejas de forma instantânea e, temas investidos em suas músicas, como exaltação humana e eventos catastróficos ou científicos se tornaram frequentes em discos de cantores pentecostais por um longo tempo. 

A cantora que sofreu dificuldades financeiras e, até mesmo, preconceitos por não saber escrever perfeitamente na forma culta do português, se tornou em um curto espaço de tempo um dos maiores nomes da música nacional, indo além da barreira que separa cantores evangélicos e seculares e, colocando seus álbuns entre os mais vendidos de todo o país e América Latina.

A repercussão de seu ministério pelo país levou a cantora a deixar sua gravadora curitibana para fazer parte do grupo de artistas da multinacional Sony Music Gospel, se tornando a principal artista da empresa, que não poupa recursos para a divulgação dos trabalhos da cantora. 

Sua trilogia de discos "Apocalipse", "Diamante" e "O Maior Troféu" somam juntos quase dois milhões de cópias comercializadas e inúmeros sucessos nas rádios, nas quais já conseguiu mais de três músicas de cada disco entre as mais pedidas das programações das emissoras. 

Grávida de seu primeiro bebê, mais precisamente da aguardada Antonella, a cantora já tinha iniciado os preparativos de seu novo álbum quando soube da notícia e resolveu agilizar o processo para mais tarde dar toda atenção necessária para sua filha. 

Intitulado por "Obra Prima", o disco foi lançado primeiramente nas plataformas digitais como forma de mostrar por parte da gravadora a importância que a era da música digital tem tido, deixando o lançamento do álbum nas prateleiras das lojas para mais tarde. 

Ainda na fábrica, o diretor executivo da Sony Music Gospel brasileira anunciou que o trabalho tinha batido a marca de mais de 40 mil exemplares com vendas garantidas antes mesmo de entrarem nos caminhões para a distribuição pelas livrarias do país, garantindo ainda um Disco de Platina para a obra antes do ano findar. 

O disco foi produzido pelo maestro Melk Carvalhedo, que trabalha ao lado da cantora há mais de uma década e assinou seus principais sucessos, mas para coroar a introdução de uma nova musicalidade em sua carreira, a cantora escolheu Rogério Vieira para complementar a produção da obra. 

O projeto gráfico do material foi desenvolvido pela Quartel Design, trazendo um conceito que remete a quadros de pinturas ou desenhos feitos a mão, que fazem alusão ao título do trabalho. A capa gerou polêmica nas redes sociais e dividiu opiniões entre os admiradores da cantora.

Vamos falar sobre cada canção presente no álbum agora. Preparados?!


01. Geração Que Clama | Composição: Anderson Freire | Duração: 5:29 

A introdução da música que abre o material conta com uma declamação da cantora, na qual ouvimos sobre o que a canção em seu decorrer traz na letra. 

Seu conteúdo lírico é baseado na passagem bíblica que lemos sobre o duplo milagre da filha de Jairo e, também, da mulher do fluxo de sangue que tocou em Jesus durante seu caminho para a casa do pai da menina, onde no fim os dois receberam seus pedidos. 

Em seu refrão, a música composta por Anderson Freire, fala sobre a necessidade de existir uma geração que clama e que a fé é extremamente necessária em nossa vida e, que depois desse ato de clamor, é que Ele opera o que nós precisamos para seguir em frente.

A faixa serve para coroar a entrada definitiva da cantora no estilo pop pentecostal, o qual o disco anterior já apresentava indícios, mas de forma não muito coesa, como veremos nessa nova obra.

"Deus quer colocar de pé uma geração que ainda clama / Levanta e anda / E depois abrir os olhos do enfermos que estão na cama". 


02. Perfeito Louvor | Composição: Anderson Freire | Duração: 5:27 

Nos versos iniciais dessa faixa, temos a presença do vocal entoando a música em acapella, fato já usado pela cantora na música de abertura de seu álbum antecessor, e que deu certo. 

Felizmente ou não, a música já é conhecida por muitos que acompanham a carreira de outra grande artista da música gospel, Cristina Mel, que já gravou a canção em seu disco de retorno à gravadora MK Music no fim da década passada, onde boa parte das músicas eram do mesmo autor, Anderson Freire. 

Sua letra é constituída por versos de adoração a Deus no seu curto, mas bem estruturado refrão, que são precedidos por estrofes baseadas na passagem bíblica de Isaías, suas visões extraordinárias e o início de um novo tempo depois de ser levado o que era velho. 

A produção musical da faixa é um dos destaques mais fortes da mesma, na qual a cada segundo de duração somos entretidos a ouvir até o final e ignorar o fato de ser uma regravação.


03. Ressuscita | Composição: Moisés Clayton | Duração: 4:54

Escolhida como a primeira faixa de trabalho do material nas rádios de todo o país, a canção se tornou um sucesso nas programações das emissoras e, também, nas plataformas de streaming como o Spotify, ultrapassando mais de cem mil audições no famoso aplicativo. 

A música já foi gravada anteriormente por seu compositor Moisés Clayton em um de seus álbuns, apesar de estar recebendo reconhecimento por todo o país somente pela voz da cantora, trazendo uma das letras mais emocionantes da obra, na qual ouvimos sobre nós ressurgirmos ao ouvir a voz de Deus mesmo quando olhamos a situação que nos cerca e podemos presumir que nossa história está chegando ao fim.

Deve ter sido vista por sua gravadora como a faixa mais comercial presente no material, apesar da escolha da música como canção de trabalho ser a mais inferior comparado as faixas de divulgação iniciais de seus discos anteriores.

É esperado o lançamento de um vídeoclipe feito especialmente para a faixa com a intenção de contribuir para a divulgação do material.

"Mas lá vem Ele na estrada / Em sua casa vai chegar / Vem pra ressuscitar seus sonhos / A pedra não vai segurar." 


04. Obra Prima | Composição: Tony Ricardo | Duração: 5:24 

Parece que as músicas escritas por esse compositor caíram nas graças de uma das grandes cantoras da música nacional, que escolhe pela segunda vez uma canção escrita por suas mãos para o importante título de faixa que intitula o trabalho. 

Já ouvi muitas músicas que falam que nós, seres humanos, somos a obra prima de Deus aqui na terra, mas essa fala exclusivamente sobre Jesus e, percebo que não poderia haver alguém melhor para dar esse lema, sendo uma declaração de exaltação ao mesmo durante todos os seus versos. 

O lado positivo da letra que a faixa carrega não consegue ofuscar o fato da canção ser bem reta e não deixar explícito quando suas estrofes iniciais dão lugar para o esperado refrão da música, me frustrando bastante quando ouvi pela primeira vez. O que a faixa título de seu trabalho anterior tinha de destaque por ter seu refrão forte, essa aqui deixou claramente a desejar no mesmo aspecto. 

Inquestionavelmente, a produção da música foi o que a manteve de pé e interessante durante seus segundos somados ao conceito que a letra nos traz.


05. Sou o Que Sou | Composição: Canção e Louvor (Cláudio e Cláudia) | Duração: 5:23

Boa parte das cantoras pentecostais atualmente recorrem a essa dupla de compositores quando estão preparando um novo álbum; e Damares fez muito bem se sua intenção era agradar ao seu público mais fiel quando selecionou essa canção para seu repertório. 

De certo a música mais pentecostal do trabalho, ela é cantada em primeira pessoa, como se fosse Deus declarando para nós quão grande e poderoso Ele é e, que quando O adoramos, Ele nos mostra tudo que é capaz de operar em nosso favor. 

Essa canção tem sido uma das mais elogiadas pelo público da cantora nas redes sociais, deixando bem claro que apesar de aceitarem de forma pacífica a introdução de novos estilos na sua musicalidade, o bom e velho pentecostal ainda é o que mais agrada e chama atenção de seus admiradores. 

Ela cai como uma luva para os departamentos das igrejas do país cantarem em seus cultos e, em especial, aos círculos de oração.

"Antes que elege-se reis na terra Eu Sou / Antes de que começar essa festa Eu Sou / Antes que a ciência se avance Eu Sou / Antes que o inimigo se levante Eu Sou." 


06. Nas Mãos de Deus | Composição: Johnny Santos | Duração: 5:22 

Deixando de lado composições de seus autores de praxe desde seu último material, temos aqui uma música escrita por um compositor não visto frequentemente em seus discos ou de outros artistas. 

Seu singelo conteúdo lírico fala sobre deixar nossa vida nas mãos de Deus, que é quem sabe cuidar de nós de acordo com o que precisamos e nos surpreende com sua graça e misericórdia. 

Sua produção musical se destaca bastante na canção, principalmente a introdução da faixa, que é bastante semelhante a de artistas internacionais, característico do produtor. O único ponto negativo visto ficou na passagem para o refrão, fato que ocorre repentinamente e sem muita força. 

Por comentários diversos nas redes sociais, a música tem sido uma das preferidas do público da cantora, dentre todas as canções presentes na obra. Esse fato pode influenciar bastante na escolha da gravadora para as próximas músicas do material a serem usadas como single oficial, assim como aconteceu com sucessos repentinos dos discos "Apocalipse" e "Diamante".

"O meu milagre vem de Deus / O que eu preciso está nas mãos de Deus / Pode o tempo passar / Não vou desanimar / Nunca é tarde para o milagre que vem de Deus".


07. Vou Louvar | Composição: Jodson Sousa, Kessia Sousa e Daiane Silva | Duração: 3:56 

A sétima música do álbum avisa que também chegamos na metade do disco e, traz um estilo fortemente influenciado pelo gênero pop, já não sendo muita novidade entre as canções do álbum. 

Por ser curta, memorável e um pouco mais animada, isso garante que a canção seja bem aceita nos departamentos de jovens e adolescentes das igrejas que tem dado mais espaço para músicas com as características citadas antes. 

Escrita por um trio de compositores até então desconhecido por mim, a música fala sobre usar o louvor para fazer com que a mensagem da cruz seja distribuída para todos que puderam escutar as boas novas.

A escolha de Rogério Vieira para fazer parte da produção musical do material só fez bem para obra; aqui temos mais um bom trabalho feito pelas mãos do mesmo, somando, claro, com uma boa interpretação por parte da cantora durante os versos da canção. 

"Eu vou louvar / Até que meu louvor possa encontrar / Um coração que parou de bater / E por três dias batalhou por meu viver".


08. Na Orla de Teu Manto | Composição: Moisés Clayton | Duração: 5:27 

Essa música foi alvo de comentários que afirmavam que a cantora Cassiane gravaria a faixa em seu último material audiovisual e ao vivo, mas acabou por ser incluída no álbum de um outro ministério de louvor, entregando o fato da música ser constituída por um estilo mais de adoração e quebrantamento.

Sua letra é basicamente baseada na passagem bíblica da mulher do fluxo de sangue, que tocou nas vestes de Jesus e recebeu a desejada cura, na qual almejava por vários anos, usando a história para impulsionar nossa insistência na busca por tocar no manto e sentir seu poder. 

O vocal marca uma forte presença durante toda a música, dando um show principalmente na reta final da faixa, na qual a interpretação da artista também não fica muito atrás e, soma para que seja uma música bem interessante do álbum. 

Quando os cantores buscam incrementar novos estilos em seus discos, isso sempre gera grande preocupação, mas quando ouvimos e vemos a qualidade das canções com o novo gênero, acabamos gostando da idéia. Essa canção é um belo exemplo.


09. Brilha | Composição: Cláudio Louvor (Canção e Louvor) | Duração: 4:38 

Essa música é perfeitamente a cara de faixas usadas para abrir discos ou serem usadas para o mesmo papel em um CD e DVD ao vivo da obra, o que deve acontecer com essa canção em breve, seguindo a ordem cronológica de lançamentos da carreira da cantora. 

Trazendo mais uma vez a participação do vocal iniciando a faixa com o refrão da mesma sendo cantado em acapella, já sabemos de cara que a música traz em seu refrão versos fáceis de memorização. 

Ela também é a segunda do material composta por Cláudio da famosa dupla Canção e Louvor, seu conteúdo lírico fala sobre deixar Deus brilhar em nossa vida e, através disso, sermos testemunhas da sua mensagem de salvação e amor. 

E, sim, tinha que ser claramente uma música produzida por Melk Carvalhedo, que sempre se destaca em canções dessa natureza. 

Podendo ser uma boa opção para os regentes de grupos e corais das igrejas espalhadas pelo país, seus versos curtos e fáceis podem fazer com que você se pegue cantarolando a música por aí durante seu dia.

"Brilha, brilha / Brilha, espírito, brilha / E que através do teu brilhar / Minha vida possa testemunhar".


10. Ouve Senhor | Composição: Moisés Clayton | Duração: 5:28 

É muito interessante ver um dos maiores compositores da música pentecostal nacional escrever uma das canções mais pop presentes no material em questão, o que mostra a evolução do mesmo em não escrever limitadamente para um só gênero musical.

Somos apresentados a uma letra que fala sobre ter o Senhor como nosso principal esconderijo e fortaleza em meio às nossas dificuldades constantes. 

A produção excepcional da faixa faz com que a gente considere essa uma das melhores canções do material dentre as faixas que pertencem ao seu estilo e, a interpretação tanto da cantora quanto do vocal, somaram bastante para um resultado extremamente positivo.

A gravadora da artista deveria ficar de olho em faixas como essa se quiser intercalar a divulgação do material entre canções pentecostais e pop, essa faixa é uma bela representante do último gênero. 

"Elevo os olhos para os altos montes, de onde vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra." Salmos 121.1,2


11. Sobrevivi | Composição: Johnny Santos | Duração: 4:02 

Essa música é a prova de quem tem como cantar sobre as consequência de ter perseverança e manter a fidelidade para com Deus, onde como resultado temos vitórias que nem todos tem o prazer de conquistar por acabar desistindo no caminho, mas conseguiu por esse conteúdo uma canção sem extrema exaltação humana ou humilhar o irmão. 

Nos versos da música ouvimos uma alusão sobre a passagem bíblica de Josué e as muralhas de Jericó, postas ao chão com a força do louvor e também da perseverança, sendo a segunda composição do material escrita por Johnny Santos. 

Mesmo com os pontos positivos citados no início dos comentários sobre a canção, essa acabou sendo a faixa mais desinteressante do álbum até o momento.


12. A Glória é Tua | Composição: Leandro Borges | Duração: 5:21 

Essa música é uma das envolvidas no polêmico caso que envolveu recentemente a cantora Ariely Bonatti e alguns compositores do meio, no qual o impedimento da mesma de gravar as canções acabou sendo exposto e criticado nas redes sociais. 

Na verdade, a faixa foi enviada por Leandro Borges para a cantora há cerca de um ano, mas com a demora da confirmação da gravação e o repertório sendo refeito várias vezes, o compositor passou a música para Elaine de Jesus, que também não ficou com a canção. Por fim, chegou até Damares, que ciente do que estava em suas mãos, separou a faixa imediatamente para o novo disco. 

Sua letra fala sobre o controverso mundo cristão que vivemos atualmente, onde muitos querem receber glórias para si, usando de meios que seriam para glorificar a Deus, como o dom da sua pregação ou mesmo da voz. 

Esse tema lembra outras faixas do mesmo compositor, como o sucesso "Cresça", gravado em parceria com Vanilda Bordieri, que resultou em uma quebra de canções sobre exaltação humana quando uma música completamente oposta a isso começou a repercutir no meio cristão.

É outra faixa do material que se encaixa bastante no que tem sido muito cantado por aí nas igrejas pentecostais do país, não me assustando ver em breve muitos interpretando a faixa em suas respectivas congregações.

"Que eu não perca a visão / Que não há na terra maior posição / Que a de um servo que escolheu te adorar / A glória é tua e eu vou declarar".


13. Poema de Amor | Composição: Junior Maciel e Josias Teixeira | Duração: 5:40 

A dupla de compositores que mais marcou presença em álbuns do gênero pentecostal neste ano também aparece por aqui, sendo a primeira canção dos meninos na voz da cantora. 

Mais uma música de adoração incluída na obra, sua letra é uma declaração de amor ao Senhor, que apesar de ser um tema muito bonito, espiritualmente falando, não é uma canção que se destaca dentre as outras do álbum, por apresentar frases bastantes repetitivas e de fácil acesso a outras com o mesmo conteúdo, porém superiores. 

Segunda do disco que não empolga, a cantora ao menos soube intercalar essas faixas para que quem ouça o disco não desista de ouvi-lo por causa de uma ou duas músicas desinteressantes.


14. Adoremos | Composição: Moisés Clayton | Duração: 4:14 

Depois de canções fortes em sua discografia que falam sobre a vinda de Jesus como "Apocalipse", "Fim do Mundo" e "Pode Ser Hoje", o mais perto que podemos chegar sobre o tema em uma das canções do material é nessa faixa que encerra a obra. 

Inicialmente, fala sobre os grandes nomes e títulos que Jesus carrega para com Ele, e sobre a necessidade que nós temos de O adorar por ser quem é. Já logo mais à frente, ouvimos sobre a sua breve volta onde todo os seres da terra terão que confessar que Ele é único Deus e digno de toda adoração, sendo um dos pontos mais bacanas da música. 

É bastante provável que a canção caia no gosto dos regentes de corais ou grupos de departamentos, por ter um refrão fácil e se encaixar bem no estilo de canções que fecham festividades e confraternizações. 

"Adoremos, adoremos / Ao cordeiro que foi morto e reviveu. / Adoremos, adoremos / Ao leão que até a morte já venceu." 

Não poderia ter faixa melhor para encerrar a obra, principalmente por trazer de uma forma bem clara, a transição da cantora de um estilo para o outro.


Damares se tornou um dos maiores nomes da música gospel dos últimos tempos e, por isso, é extremamente compreensível seu desejo de expandir mais o estilo musical que seus trabalhos trazem, especialmente pra não deixar que seus álbuns se tornem algo que antes mesmo de chegar às lojas, seu conteúdo seja fácil de se presumir. 

Se "Diamante" foi uma versão repaginada de seu disco de sucesso anterior, "O Maior Troféu" foi sua fase de transição para uma sonoridade mais pop e abrangente, no qual a junção dos dois ainda não tinha resultado em um álbum muito coeso, porque se tratava de uma experiência para a cantora e, principalmente, para sua gravadora, que estava de olho para ver os resultados em números refletidos da opinião do público.

"Obra Prima" faz jus ao título quando paramos para pensar que a artista do material estava buscando fazer um disco pop pentecostal de forma coesa e interessante tanto para o seu público mais antigo, quanto para a remessa que deve chegar agora após simpatizar com sua nova sonoridade. 

É necessário que se ouça o disco esquecendo da cantora pentecostal de outrora e, focando na renovada cantora que Damares se tornou, expandindo sua musicalidade em seu novo material. 

Se a maioria de seu público vai aprovar a mudança? Disco de ouro em tempo recorde está aí para responder a questão.

por Herick Marques Diener.


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