Profecias indicavam vitória de Trump, divulgam pastores

Alguns líderes evangélicos norte-americanos sempre defenderam que Donald Trump seria presidente. Suas declarações foram encaradas como enganos e ridicularizadas. Nos últimos dias, uma grande quantidade de profecias que garantiam que Deus escolhera Trump ressurgiram na internet. Para alguns era uma palavra de alento, pois todas as pesquisas recentes indicavam a vitória de Hillary Clinton.
Em março de 2016, quando o médico adventista Ben Carson decidiu abrir mão de sua candidatura por perceber que não tinha o respaldo necessário, deu uma entrevista onde declarou que apoiaria Donald Trump após receber um “sinal claro de Deus”. Embora não tenha dado muitos detalhes, apenas contou que teve um sonho e entendeu que essa era a vontade divina. Na ocasião, ele foi bastante ridicularizado.
A mais “viralizada” é de 2011, quando Mark Taylor, um bombeiro aposentado que possui um ministério profético, começou a anunciar que Deus escolhera Trump para abençoar os EUA e o mundo. Curiosamente, na época o bilionário sequer era candidato e Obama caminhava para a reeleição.
No final de 2015, Taylor voltou a divulgar profecias sobre a queda de Barack Obama, que foram amplamente compartilhadas e comentadas nas redes sociais. Curiosamente, no material gravado 5 anos atrás, Trump era chamado de “ungido do Senhor” e que sua escolha também fortaleceria Israel.
Em parte da entrevista o bombeiro afirma que para que isso acontecesse a igreja norte-americana deveria orar “como nunca”. O que se viu nas últimas semanas foi justamente isso. Nos dias que antecederam a eleição vários ministérios fizeram campanhas de jejum e orações em locais públicos, onde pediam perdão pelos pecados da nação.
Um dos maiores incentivadores desses movimentos de jejum e intercessão pelo país foi Franklin Graham, filho do renomado evangelista Billy Graham. Apesar de nunca se referir a profecias, ele ativamente defendeu Trump, que parecia cada vez mais perto dos evangélicos, tendo recebido oração publicamente várias vezes.
Por causa disso, foi amplamente criticado pela imprensa, acusado de defender o “extremismo religioso”. Por outro lado, Hillary era elogiada pelos mesmos sites e canais de TV por não se opor abertamente a entrada de radicais muçulmanos como imigrantes nos EUA.
Somente o tempo será capaz de mostrar se todas essas previsões vieram, de fato, dos céus.

Ciro moderno

O dr Michael Brown, pastor e autor, publicou em sua conceituada coluna na revista Charisma o que classificou de “palavra profética”. Insistiu que Trump fora escolhido como um “Ciro moderno” e desempenharia um papel similar ao rei da Pérsia descrito em Isaías 45 e que possibilitou a reconstrução de Israel, com o fim do cativeiro babilônico.
Argumentos semelhantes a esse foram usados por diferentes líderes evangélicos ao longo da campanha. Jeremiah Johnson, um ministro da Flórida, usara o mesmo argumento no final de 2015, quando os nomes dos candidatos não haviam sido anunciados ainda. Já havia muitas críticas pela indicação do nome de Trump e o pastor Jremiah foi bastante ridicularizado por sites ateístas por ter “sugerido” que Deus tinha algum tipo de ligação com o biolnário.

Profecia no Irã

Dia 3 de novembro, o pastor Saeed Abedini, divulgou que em 2012, enquanto estava preso no Irã por pregar o Evangelho, Deus lhe dera uma visão de Trump como o próximo presidente. Na época ele não entendeu, pois sabia pouco o que acontecia fora da penitenciária onde estava. Ele ficou encarcerado durante 3 anos e foi solto em janeiro de 2016.
Abedini fez campanha abertamente pelo republicano e divulgou em seu perfil do Facebook que sua família recebeu 10 mil dólares como doação do bilionário quando este soube que eles estavam passando dificuldades e apesar de possuir cidadania americana, o governo não estava se empenhando para tirá-lo da cadeia.
Essas declarações foram divulgadas antes do pleito de 8 de novembro e muitas delas agora estão sendo lembradas por movimentos evangélicos norte-americanos.
Por Jarbas Aragão (Gospel Prime)
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