Há 10 anos Damares explodia em todo o país com o álbum "Apocalipse"


No ano de 2008, há 10 anos, era lançado um álbum que mudou por completo a música pentecostal.

Em um momento em que as cantoras referências, Cassiane, Lauriete e Elaine de Jesus, passavam por turbulências em suas carreiras, como mudar o estilo ou ter o CD retirado das lojas por ordem judicial, um novo nome ganhava as igrejas de todo o país.

Damares já tinha cinco álbuns antes do “Apocalipse”, onde experimentou um reconhecimento regional com apenas dois deles, “O Deus que faz” e “Diário de um vencedor”, e até a própria cantora declara em entrevistas recentes que não esperava o grande estrondo que o seu sexto disco inédito foi.

Produzido por Melk Carvalhedo e lançado pela gravadora Louvor Eterno, “Apocalipse” trazia em peso composições de Agailton Silva, nome pouco comum nos discos da época, até então.

Com um conteúdo lírico carregado de referências a fenômenos da natureza e, também, de exaltação humana, músicas como “Apocalipse”, “A batalha do arcanjo”, e “Sabor de mel” começaram a ser cantada à exaustão por todo o país, tanto em igrejas como em rádios.


“Sabor de mel” foi um caso à parte. Sem dúvidas, a música que alavancou o álbum e influenciou, e muito, na mudança que aconteceria no cenário pentecostal. Criticada por muitos mas amada por vários, a faixa é considerada como uma das canções mais cantadas na música cristã brasileira, sendo indicada a prêmios de “Música do ano” e “Música de todos os tempos”.

Grande parte das cantoras do gênero começaram a inserir em seus CDs canções semelhantes com o mesmo teor das letras que fizeram o disco “Apocalipse” cair no gosto do público, fazendo o compositor Agailton Silva se tornar bastante requisitado, a ponto de saturar.

A onda de músicas sobre exaltação humana e fenômenos da natureza pegou e se tornou difícil um álbum pentecostal não vir com canções com um dos dois temas, quando não era os dois.
O resultado dessa explosão não poderia ser melhor. Estima-se que o disco tenha ultrapassado a marca de um milhão de cópias vendidas em todo o país, sendo apto ao título de Disco de Diamante. A cantora também se consagrou como um dos maiores nomes da música pentecostal, algo que segura até os dias atuais, mas, optando por se afastar do tipo de letras que lhe consagrou. 


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